Pensando em uma pessoa do time, marque os sinais que você observou nas últimas semanas, em relação ao normal dela.
Um checklist do que observar para perceber burnout no time antes que vire afastamento, e, mais importante, como abrir a conversa com ética e quando encaminhar. Liderar bem inclui reparar no que a pessoa não consegue dizer.
Pensando em uma pessoa do time, marque os sinais que você observou nas últimas semanas, em relação ao normal dela.
Um sinal observado não autoriza um rótulo. O que a liderança faz com o que percebe, com cuidado e limites claros, é o que protege a pessoa e a confiança do time.
É um apoio psicoeducativo para lideranças perceberem sinais e agirem com cuidado. Não é um instrumento diagnóstico, não substitui avaliação profissional e não deve ser usado para avaliar desempenho. O número de sinais é um orientador de atenção, não um veredito sobre a pessoa.
Os itens são organizados a partir das três dimensões clássicas do burnout, exaustão, distanciamento/cinismo e queda de eficácia, traduzidas para comportamentos observáveis no trabalho de tecnologia, mais sinais físicos e de alerta. O foco é sempre a mudança em relação à linha de base da pessoa, não traços fixos.
Quando sinais de sofrimento viram critério de performance, o time aprende a esconder o que sente, e o burnout só aparece no afastamento. Separar cuidado de avaliação é o que mantém a segurança psicológica que torna a detecção precoce possível.
Você pode notar, acolher, ajustar carga e encaminhar. Você não pode diagnosticar, tratar ou carregar sozinho a saúde mental de alguém. Reconhecer esse limite, e acionar os recursos certos, é parte de liderar bem.
Observando mudanças em relação à linha de base da pessoa, queda de energia, isolamento, cinismo novo, oscilação de humor, excesso ou queda de entrega, e abrindo uma conversa de cuidado, em privado, baseada no que se observou, sem rótulos. A regra é: descreva comportamentos ("notei que você tem ficado mais quieto"), não faça diagnósticos ("você está com burnout").
Os mais comuns são exaustão (cansaço que não passa, queda de energia), distanciamento e cinismo (negatividade nova, isolamento, câmera sempre desligada) e queda de eficácia (erros fora do padrão, dificuldade de concluir tarefas antes triviais). Sinais físicos, mudanças bruscas de humor e excesso de trabalho, responder de madrugada, não tirar folga, também acendem alerta.
Não. Diagnóstico é ato de profissional de saúde. O papel da liderança é perceber sinais, oferecer apoio, ajustar carga quando possível e encaminhar para o recurso certo (saúde ocupacional, programa de apoio, psicólogo). Rotular alguém de "em burnout" pode constranger e até prejudicar, descreva o que viu e ofereça caminho, sem dar laudo.
Escolha um espaço privado, fale a partir do que você observou e do seu cuidado, faça uma pergunta aberta ("como você está, de verdade?") e ouça mais do que fala. Não exija detalhes médicos, não prometa sigilo absoluto se houver risco e deixe claro quais apoios existem. O objetivo é abrir a porta, não arrancar uma confissão.
Encaminhe quando os sinais são muitos ou persistentes, quando a pessoa pede ajuda, ou quando o que você observa ultrapassa o que ajuste de carga resolve. Use os canais formais (saúde ocupacional, programa de apoio ao empregado, plano de saúde) e ofereça a indicação de um psicólogo. Diante de qualquer sinal de risco à vida, não espere: acione apoio imediatamente e não deixe a pessoa sozinha, CVV 188, emergência 192.
Não, e é importante que não vire isso. Esta é uma ferramenta de cuidado, não de avaliação. Misturar sinais de saúde mental com performance pune justamente quem precisa de apoio e ensina o time a esconder sofrimento. Trate as duas conversas de forma separada e proteja a confiança.
Nada é enviado para servidores e nada é salvo. O checklist roda inteiro no seu navegador e não registra quem você estava avaliando. Ao recarregar a página, tudo é zerado.
Por respeito à pessoa observada, não anote nomes aqui nem em capturas. Use o resultado como apoio à sua decisão de conversar e encaminhar, a conversa real, presencial e privada, é onde o cuidado acontece.
Se você quer apoio para conduzir essas conversas, estruturar prevenção no time, ou cuidar do seu próprio desgaste como líder, dá para conversar, sem compromisso. No seu ritmo.