Sigilo em Terapia: Seu Empregador Pode Saber o Que Você Fala?
Um dos maiores medos de profissionais de TI ao buscar terapia: 'e se minha empresa souber?'. Entenda o que o sigilo protege, e os casos muito raros em que não protege. Sou Deivison Mendes (CRP-04/65709), psicólogo especializado em saúde mental de profissionais de TI. Agende uma conversa gratuita.
O que é o sigilo profissional do psicólogo no Brasil
O Código de Ética do Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP 010/2005) estabelece o sigilo como princípio fundamental da prática psicológica. O psicólogo não pode compartilhar informações sobre o cliente com terceiros, incluindo empregadores, familiares ou qualquer outra parte, sem autorização expressa do cliente.
O que o sigilo protege na prática
Tudo o que é discutido em sessão: diagnósticos, situações de trabalho, relacionamentos, histórico de vida. O psicólogo não pode: confirmar se você é cliente, compartilhar laudos com empregador sem sua autorização, ou informar sobre conteúdo de sessões. Se seu empregador perguntar, o psicólogo simplesmente não pode responder.
As exceções ao sigilo, os casos muito raros
O sigilo pode ser quebrado em situações específicas previstas em lei: risco de vida iminente ao próprio cliente ou a terceiro, determinação judicial, e proteção de criança/adolescente. Para a grande maioria das situações de saúde mental em TI (burnout, ansiedade, síndrome do impostor), nenhuma dessas exceções se aplica.
Referências
- CFP. Resolução CFP 010/2005, Código de Ética Profissional do Psicólogo. Disponível em: https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf
- ANS. Regulamentação de planos de saúde e dados. Disponível em: https://www.ans.gov.br